
27/03/2010
Governo de São Paulo conclui 1ª etapa da Nova Marginal Tietê
Com mais três faixas de rolamento em cada sentido da Marginal, a nova pista central será liberada ao tráfego

Governador José Serra observa a nova pista central da Marginal Tietê, entregue neste sábado, 27
O governador José Serra e o
secretário dos Transportes, Mauro Arce, anunciaram no sábado, 27, a conclusão da
primeira etapa da Nova Marginal Tietê. A nova pista central vai trazer redução
de congestionamentos e do tempo de viagem para o principal corredor viário da
cidade de São Paulo. O benefício é para a população não só da Capital, mas
também do interior do Estado e do restante do país que utiliza a marginal para
acessar as rodovias que cruzam o município.
Na ocasiação, o governador José Serra saudou todos os profissionais que
trabalharam na Nova Marginal, falou dos detalhes da obra e destacou o plano de
compensação ambiental. “Não se faz mais obra sem cuidar do Meio Ambiente, o que
inclui o plantio compensatório. O Meio Ambiente saiu ganhando com esta obra. É o
total de 177 mil árvores”, ressaltou.
As obras, iniciadas em junho de 2009, incluem 46 quilômetros de novas pistas, 23
em cada sentido. A marginal passa a ter 36 acessos no sentido da rodovia
Castello Branco, e 25 no sentido da rodovia Ayrton Senna.
Também estão sendo entregues, já realocadas, as alças de acesso de cinco pontes,
prolongadas para permitir a passagem da nova pista central –Vila Maria, das
Bandeiras, da Casa Verde, do Limão, e da Freguesia do Ó.
O viaduto que liga as avenidas Tiradentes e Santos Dumont à pista central da
Marginal Tietê, parte do Complexo Bandeiras, teve a obra antecipada e também
está sendo entregue ao tráfego nessa primeira etapa. Com isso os usuários
poderão acessar diretamente a pista central, ganhando tempo e agilidade.
“Esta obra não pode se concebida isoladamente. Deve ser concebida no contexto do
rodoanel e acima de tudo no contexto das obras ferroviárias. O que esta se
investindo em trilhos na região da Grande São Paulo é quatro vezes mais o que
estamos investindo nesta obra e no Rodoanel. Porque só faz sentido obras viárias
de peso acompanhadas de grandes obras na área dos transportes coletivos”,
finalizou o governador.
Até agora, já tinham sido liberados ao tráfego 13,7 km de pistas, em três
etapas. O primeiro trecho foi entregue em outubro de 2009, e a última liberação
ocorreu no último dia 9 de fevereiro.
A segunda etapa de obras tem previsão de conclusão até o final de 2010. Consiste
na construção de ponte estaiada sobre o Tamanduateí, que ligará a Avenida do
Estado às pistas central e local sentido Ayrton Senna/Castello Branco, além dos
complexos viários Cruzeiro do Sul e Tatuapé. Veja aqui as novas ligações.
Em função da construção da ponte estaiada, um trecho de 1,8 km de pista
adicional, entre as pontes da Bandeira e Casa Verde, será entregue na segunda
etapa das obras.
A execução da obra nos 46 km da pista central foi dividida em três trechos:
1.- Trecho Cebolão / Rodovia dos Bandeirantes, com 8,2 km de extensão (4,1 km de
cada lado) executado pela concessionária CCR Via Oeste / AutoBan
2.- Trecho Viaduto da CPTM / Ponte do Tatuapé, com 30,4 km (15,2 km de cada
lado) executado pela Dersa
3.- Trecho Ponte do Tatuapé / Viaduto Imigrante Nordestino (início da Rodovia
Ayrton Senna), com 3,5 km de extensão de cada lado, executado pela
concessionária Ecopistas
Compensação ambiental
A compensação ambiental da Marginal corresponde a 14% do valor da obra o que a
coloca entre as maiores do mundo. O projeto inclui plantios compensatórios pela
supressão de cerca de 900 árvores, a maior parte de plantas mortas ou condenadas
devido à ação de pragas.
Antes da readequação viária, a Marginal contava com 4.589 árvores em toda sua
extensão. Tem hoje 17.500 árvores, mais do triplo do que possuía quando
começaram as obras. Destas, 3.159 foram preservadas na própria via e incluem as
do tipo exótico, como tipuana, fícus, grevilha, falsa seringueira, alfeneiro,
casuarina, chorão, pata de vaca e eucalipto. Outras 1.059 foram transplantadas
da frente de obras para o local o mais próximo possível do local da origem, num
programa inédito no Brasil. As 13.446 mudas plantadas são de espécies nativas,
como paineiras, jequitibás-rosa, ipês brancos e roxos, jatobás, paus-brasil,
paus-ferro e sibipirunas, entre outras.
Foram plantadas outras 11.000 do total previsto de 83.000 mudas em áreas
indicadas pelas oito subprefeituras vizinhas ao empreendimento: Casa Verde,
Freguesia do Ó, Lapa, Mooca, Pirituba, Santana, Sé e Vila Maria. Nestas áreas
também está prevista implantação de calçadas verdes, tornando permeáveis até 25
hectares de passeios públicos.
Até o momento foram transplantadas no Parque Ecológico do Tietê 26.732 mudas.
Plantadas em áreas inseridas no Parque Ecológico do Tietê – PET são 10.370 de um
total de 63.000.
O total superará as mais de 176.000 árvores previstas na compensação ambiental,
correspondendo a quase 200 novas árvores por cada uma suprimida.
Com informações da Secretaria dos Transportes e Dersa.